Veja o que rolou na 1ª Desconferência UNIFOR, que abordou discussões sobre redes sociais e mídias digitais, com participações presenciais e on-line de profissionais das mais diversas formações.
- Evento: Desconferência UNIFOR
- Quando: 6/3/2010, a partir das 8h
- Onde: Universidade de Fortaleza
- Mais informações no Blog do Pantoja
- Patrocinadores: Milfont Consulting e a TriadWorks
- Apoio: Universidade de Fortaleza
- Transmissão on-line: @raitec, via TwitCam.
A 1ª Desconferência UNIFOR começou por volta das 8h da manhã, de forma espontânea, nos bancos do lado de fora do auditório A3, na Universidade de Fortaleza. Era um ensolarado 6 de março de 2010 quando @natanaelpantoja (Natanael Pantoja) e @wgabriel1 (W. Gabriel) deram entrevistas para a TV ainda com cara inchada de sono. Quando as primeiras palavras foram pronunciadas ao microfone por @cmilfont (Milfont), as cadeiras do auditório foram ocupadas e se iniciou a transmissão on-line.
A Desconferência foi aberta por @cmilfont, que explicou o sentido de uma Desconferência e comentou sobre aqueles tipos de evento. Dessa forma, foi optado pelo tipo que faz uma pequena introdução ao tema e abre o debate aos participantes (OBS: desconstruiu-se a idéia de mero público e todos se convidaram a participantes). Dessa forma, @cmilfont comentou sobre as três ondas de inovação tecnológica, apresentado características curiosas e instigando os participantes a refletir se havíamos chegado à terceira onda ou se estávamos atrasados.
Entre a exposição de @cmilfont, os participantes puxaram discussões acerca do comportamento das empresas e até do próprio consumidor. Segundo o debate, é fato que tanto empresas quanto consumidores brasileiros sequer ainda entenderam que existe uma terceira onda e que, de maneira conservadora, muitos a combatem. O que seria necessário a fazer era um reforço na formação de gestores e consumidores, através de cursos, palestras e seminários, promovidos até pelas agências digitais. Esse reforço na formação deveria ser mais encabeçado pelas empresas de comunicação e seus profissionais, que hoje exercitam tal saber, mas também pelas instituições de ensino, que são a institucionalizada promotora de conhecimento. O objetivo seria chegar efetivamente à terceira onda e avançar conhecimento, inovações e mais discussões acerca de ferramentas, técnicas e impactos sociais e econômicos das novas tecnologias.
Na exposição de @wgabriel1, na segunda parte da Desconferência, o modelo optado foi de Open Space, sem introdução ao tema. Dessa forma, @wgabriel1 abriu a discussões sobre como trabalhar com redes sociais e mídias sociais, desde a forma de monetização até as maneiras de comunicação (linguagem, dinâmicas nas campanhas e ética profissional da empresa, da agência, do freela e do consumidor). O tema tão logo foi aberto já trouxe consigo a polêmica sobre o despreparo dos clientes para comprar tais serviços. Conforme o debate, os clientes que realmente possuem boas verbas de marketing ainda se encontram na 2ª onda de inovação tecnológica (referência à exposição anterior do @cmilfont). Portanto, até que os clientes avancem no conhecimento – talvez somente com seus herdeiros? – será necessário formá-los, auxiliá-los nessa aprendizagem do que é Internet.
Ainda no debate introduzido @cmilfont, @wgabriel1 jogou a polêmica sobre a importância do planejamento em uma campanha, mesmo que pequena, em mídias digitais. A polêmica foi aumentada quando se ressaltou que muitas das pessoas que trabalham com tais meios não fazem planejamento, portanto não destacam objetivos, estratégias inovadoras e sequer KPI. Dessa forma, conforme debate, os clientes se viciam em campanhas repetidas, sem resultados claros após a campanha e caem no pensamento de que não valeu a pena fazê-la, o que enfraquece os investimentos. A partir dessa reflexão, voltou-se brevemente à discussão sobre a formação educacional dos profissionais de mídias digitais.
Na última parte da Desconferência, @cmilfont e @wgabriel1 mediaram a discussão dos participantes sobre a formação dos profissionais em tecnologia. O debate ressaltou a importância da prática de mercado na formação dos profissionais, a formação autodidata e a base que a formação acadêmica traz. A discussão perpassou pela necessidade de mais qualificação dentro das próprias faculdades, inclusive sobre aqueles que comandam o que entra e o que sai das grades de ensino dos cursos. Por outro lado, ressaltou a importância da formação acadêmica humana e sociológica, a todos os profissionais que gerarão inteligência.
Por fim, a Desconferência abordou como melhorar a qualidade dos trabalhos exercidos pelo mercado de mídias digitais. O debate seguiu para o rumo de que há a necessidade não só de educação em geral, mas também de olhares profissionais sobre as necessidades regionais. Há pouco conteúdo especializado sobre consumidores regionais, o que não traz parâmetros para se trabalhar. Além disso, é necessário se ter mais gente especializada em determinadas funções para o trabalho em mídias digitais, como em Web Analytics e Planejamento Digital, sem medo de gerar novos concorrentes de trabalho. Essa é uma forma de agregar mais qualidade aos trabalhos finais entregues aos clientes, mostrá-los que é importante essa qualidade, que traz resultados e que vale a pena investir. Assim, o mercado melhora profissionalmente e cresce cada vez mais rápido para a terceira onda.
A Desconferência contou com a presença de profissionais de diversas formações. As participações foram feitas presencialmente, através da transmissão on-line e também SMS, de Estados como Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Bahia, com destaque para as participações, sobretudo, via Twitter. Após o evento, os participantes lançaram um grupo na rede social Profissionais Web – CE, aberta a todos os interessados.





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