A notícia correu rápido. Com uma série de mudanças estruturais, em seu quadro de pessoal, nos últimos meses, o NING anunciou no dia 15/4 que encerrará suas atividades gratuitas. Com isso, as redes sociais formadas dentro da plataforma serão forçadas a mudar de para um perfil de conta Premium ou encontrar outra lugar. Grátis não mais.
Essa notícia chegou até mim justamente por uma rede social, da qual participo, formada dentro do NING, chamada “Clube de Markting Digital“. Quando Gilber Machado publicou as primeiras informações ontem (15/4), só consegui me lembrar das demais plataformas livres que poderão também chegar a esse comportamento.
É fato que sites que redes sociais podem ser desenvolvidos em diversas plataformas. Por exemplo, é possível que se desenvolvam sites de redes sociais com o Joomla/JomSocial, WordPress/BuddyPress, Elgg, Xoops/Yogurt entre diversas outros espalhados pela Internet.
A vantagem do NING foi justamente a sua facilidade de criação de novas contas, as funcionalidades que ele agregou e a hospedagem nele mesmo. Já havia várias formas de melhorias na plataforma até solicitadas pelos usuários, de maneira a deixá-la mais autônoma a quem desejasse customizá-la. Mas pouco aconteceu de mudança e chegamos agora à atual situação. Pelo menos, o valor da conta Premium está ainda em U$ 5,00 por mês.
Para saber mais sobre o fim da versão free do NING, você pode acessar a carta do COO Jason Rosenthal, pela matéria no portal TechCrunch.
É fato que o NING já possuía outras formas de se monetizar, como cobrar pela retirada dos anúncios do Google, serviço de suporte, aumento de espaço e a venda de domínios customizados (sem o termo .ning.com no meio do domínio). Mas, ao que parece, as decisões administrativas-financeiras de alcançar a curto prazo mais milhões e bilhões para a empresa superaram o conceito Free (leitura: Free – The Future of a Radical Price, de Chris Anderson), que hoje permeia os grandes sucessos da Internet. E aí, o NING sobrevive?
Caso deseje trocar umas boas idéias, fique à vontade para mandar um comentário ou escrever para o Twitter @wgabriel1





É amigo, isso pode gerar um ruído negativo para as empresas e pessoas que apostam alto em mídias sociais e comunidades na rede.
Também acho. Mas vale ressaltar que o NING nunca abriu seu código, como os softwares livres que fazem enorme sucesso hoje. Por isso, eles também nunca tiveram uma rede de desenvolvedores completamente envolvida no processo de melhoria e manutenção da ferramenta. Quanto à precupação sobre os demais softwares livres que hoje o mundo inteiro aposta, posso afirmar que NÃO tenho medo, pois eles já foram consolidados – e assumidos – como código aberto e com manutenção coletiva pelos usuários. Não teriam peso político e social para fazer isso, como o NING desde o começo fez questão de ter tudo às suas mãos. E, se fizerem, a história tá aí para contar saídas muitos boas. Sinceramente, sem problemas!
[...] Veja abaixo a materia que fala sobre o início do fim do Ning. [...]
Daniel e Gabriel. A questão é : Usar redes sociais é importante, depender delas é um erro.
http://www.claudiotorres.com.br/index.php/2010/04/16/usar-redes-sociais-e-importante-depender-delas-e-um-erro/