Quem trabalha com desenvolvimento de portais web certamente precisa ou já precisou fazer alguma boa explicação sobre eles para seus clientes. É nesse momento que se define o que o cliente necessita e aquilo que será desenvolvido. Como definir o tipo de portal web que o cliente precisa? Veja a seguir alguns tipos de portal e faça sua escolha.

Alguns teóricos construíram classificações sobre os tipos de portais que costumamos encontrar. Tais classificações não possuem consenso, logicamente pela vastidão de características dos ambientes web, por vezes misturadas entre si. Seguem, então, uma conceituação de alguns tipos de portais e suas características. São eles portais transacionais, portais informativos, portais privados, portais públicos, portais horizontais e portais verticais. Todos podem se misturar entre si e acabar sendo, por exemplo, verticais/informativos. Por isso, há a importância de saber as características de cada um no momento de argumentar sobre elas. Os exemplos seguem ao lado em imagens.

Veja também o trabalho Portais Web: enquadramento conceptual, de Antonio Jorge Gonçalves Gouveia, Paula Cristina Oliveira e João Eduardo Quintela Varajão.

Go Strip

Loja Virtual Go!Strip, exemplo de portal transacional - www.gostrip.com.br

Veja a seguir as principais classificações de portais web. Lembre-se de que não há consenso entre tais classificações e que elas podem se misturar entre si a depender da inovação que o arquiteto da informação pensou.

PORTAIS TRANSACIONAIS

> Possibilita transações on-line de várias naturezas;
> Permite venda de produtos e serviços on-line;
> Pode realizar cadastro de usuários com foco em abrir mais possibilidade de realizar transações;
> Integra outros sistemas (ex: correios, analytics, ferramentas de compartilhamento etc.) com a finalidade de facilitar as transações e a divulgação dos diferenciais;
> Abre-se para que clientes recolham informações, comparem preços e questionem sobre produtos;
> Tem no e-commerce seu maior exemplo, por ter foco essencial na realização de transações de compra e venda.

Ministério da Educação

Portal do Ministério da Educação, exemplo de portal informativo - portal.mec.gov.br

PORTAIS INFORMATIVOS

> Fornecem conteúdos com grande diversidade de informação;
> É construído com grande preocupação no acesso fácil à informação;
> Geralmente, em sua construção, promove vários testes para melhor experiência dos usuários, como:
– Usabilidade;
– Navegabilidade; e
– Acessibilidade,
para que o usuário não se perca diante do excesso de conteúdo publicado;
> Possui foco em conteúdos diferenciados e relevantes para seus diversos públicos;
> Possibilita acesso a aplicações de softwares restritos à empresa ou instituição, como acesso ao webmail, cadastro de e-mails, monitoramento de analytics, download de arquivos restritos, visuaização de conteúdo específico etc. Mas seu foco continua sendo informação;

Portal da Transparência

Portal da Transparência (.gov.br), exemplo de portal público.

PORTAIS PÚBLICOS

> Não possui restrições de acesso aos usuários;
> Pode conter as mesmas funções de outros tipos de portal, porém, mesmo que as informações sejam mais detalhadas e, aparentemente, confidenciais, o portal as abre para público;
> Não perdem funções de informação nem selecionam o público;
> Tem foco em liberar informações, inclusive as delicadas, publicamente.

Brands Club

Brands Club, exemplo de portal privado - brandsclub.com.br

PORTAIS PRIVADOS

> Possui acesso restrito a um grupo de usuários;
> Faz seleção de usuários pelo perfil a que deseja liberar seu conteúdo;
> Pode dar acesso a várias aplicações de softwares restritos à empresa ou a parceiros externos;
> Muito utilizado em extranet;
> Utilizado por redes de sócios, com conteúdo restrito ou diferenciado;
> Pode estar alinhado com portal transacionais, quando o conteúdo restrito tem seu acesso comercializado, como nos sites de notícias que possuem assinatura para conteúdos especializados ou de grande procura.

igoogle

igoogle, exemplo de portal horizontal customizado pelo usuário - google.com/ig

PORTAIS HORIZONTAIS

> Sites públicos com vários serviços à disposição dos usuários;
> Possui a intenção de ser a página inicial dos usuários, pela quantidade de serviços e funções agregadas que pode conter. Exemplo:
– Busca;
– Feeds;
– Loja virtual;
– SMS;
– E-mail;
– Chat on-line etc.;
> Não possui conteúdos restritos como padrão, por isso geralmente contêm várias divisões por categorias, a fim de abranger a maior quantidade de público;
> Em alguns casos, é possível que o usuário customize a página, a fim de que ela fique mais especializada ainda a ele, mas geralmente esses portais são abertos, com muito conteúdo, no exemplo dos grandes portais de notícias como UOL, Terra e IG.

CMI - Centro de Mídia Independente

CMI - Centro de Mídia Independente, exemplo de portal vertical com características de horizontal e público

PORTAIS VERTICAIS

> Oferece conteúdos e serviços específicos para tipos de usuários;
> Podem se centrar em comunidades especiais (ex: profissionais) ou de interesses em comum;
> O conteúdo é mais especializado, visto que o público é mais segmentado;
> Geralmente possui uma busca com inteligência em palavras-chave usadas apenas para aquele setor de usuários. Caso não tenha uma busca assim, todo a arquitetura da informação é preparada com linguagem específica para o público usuário;
> Em grande maioria, possuem registro de usuários;
> O exemplo ao lado (Centro de Mídia Independente) mostra o quanto um portal pode ser vertical, com conteúdo especializado naquilo que foge às grandes mídias, mas também agrega características de horizontal, pela diversidade de informação, além de ser público, com a informação clara e direta, sem restrições aos usuários.